quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

No lar desconhecido


Experiências urbanas nos remetem ao cotidiano não percebido. A rua que não se vê.
As pessoas que não se observa. As sutilezas que não se sente. Tudo em volta, porém invisível. O carro, o andar, o olhar, o observar. Pessoas no seu mundo individual, ao celular, na concentração da escolha de uma compra. O comércio. Onde tudo se multiplica. O grande movimentador urbano do mundo moderno. O Che Guevara ao lado do Fast Food do palhaço. Carros e mais carros. Trens. A boêmia brilha e movimenta o bairro. Ali se encontra as pessoas, os conhecidos da igreja, do colégio, da faculdade, do curso. Ali que se tem os primeiros porres, as primeiras namoradas. Quem mora ali vê que cada lugar tem sua história, história essa que está intrínseca na própria vida do indivíduo. O descaso, o lixo, os shows que não existem mais. Lá que tocaram Roberto Carlos, Caetano, Gal, Bob Dylan... Ali que hoje representa a falta de compromisso com o subúrbio e a cultura nele presente. O comércio. Ele de volta. Ele que permeia cada esquina desse lugar. Você está ali pra comprar. Pra passar e ir a Zona Sul ou a Zona Oeste. O lugar que só se "passa" ou só se "mora".
Será que ali não há
nada mais?